Desobsessão



Os espíritos obsessores estão instalados em todas as classes, desde as pessoas com elevados recursos da inteligência até as outras onde se encontram companheiros analfabetos, resultando, muita vez, na tragédia passional de interesse da imprensa ou na insânia conduzida ao hospício. Isso tudo, fora os problemas da depressão, os desvarios sexuais, as síndromes de angústias e as desarmonias domésticas.

Espíritos desencarnados e encarnados em desequilíbrio sintonizam-se uns com os outros, criando prejuízos e perturbações naqueles que sofrem a sua influência vampirizadora, lembrando vegetais nobres arrasados por parasitos que lhes destroem todas as resistências.

Nenhum Centro Espirita pode, a rigor, não se interessar por esse trabalho mediúnico imprescindível à higiene, harmonia, amparo ou restauração da mente humana, oferecendo esclarecimento justo aos desencarnados sofredores ou aos encarnados sem educação íntima que sofrem a ação deprimente intencional ou, às vezes, involuntária, desses desencarnados.

Cada templo espírita deve e precisa possuir a sua equipe de servidores da desobsessão, mesmo que não seja destinada ao socorro das vítimas da desorientação espiritual que lhes batem às portas, mas para defesa e conservação de si mesma.

Essas reuniões mediúnicas, vedadas ao público, são realizadas semanalmente em sala do CELAP reservada a elas e com número reduzido de participantes previamente preparados para este gênero de atividade espírita, onde é possível garantir o silêncio respeitável e a harmonia vibratória essenciais à acolhida amorosa dos irmãos sofredores do plano espiritual.

Os participantes da reunião mediúnica são:

dirigente e substituto;

médiuns com mediunidade ostensiva (psicofônicos, psicógrafos, videntes, audientes, etc.);

médiuns esclarecedores;

equipe de apoio (passe, irradiações, prece).

As comunicações dos Espíritos ocorrem de forma espontânea, segundo programação determinada pelos mentores espirituais.

A reunião mediúnica apresenta, em geral, as seguintes etapas:

1. Fase preparatória:

– Leitura introdutória de página evangélico-doutrinária, sem comentários.

– Prece de abertura da reunião: clara, objetiva, simples e concisa.

– Leitura de trecho de O Evangelho segundo o Espiritismo seguido de trecho de O Livro dos Espíritos, por tempo não maior que 15 minutos.

2. Fase de manifestação dos Espíritos

– Momento mais importante da reunião, quando há a manifestação mediúnica dos Espíritos sofredores e seu esclarecimento, pelo diálogo. O tempo destinado a essa fase é de, no máximo, 45 minutos.

– Pode ocorrer, ou não, manifestação de um benfeitor espiritual.

3. Fase de encerramento

– São reservados alguns minutos para irradiações ou vibrações mentais, gerais e/ou específicas, concedendo aos médiuns oportunidade para se refazem do transe mediúnico.

– Prece final, semelhante a inicial.

– Avaliação da reunião: quando os participantes relatam suas impressões e percepções, com o objetivo da melhoria contínua do trabalho. Sendo uma avaliação restrita ao grupo, evita-se comentários fora da reunião para pessoas que não fazem parte da equipe.

Postar um comentário